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Jornada23

Uma portuguesa a viver em terras de sua Majestade desde 2014.

Jornada23

Uma portuguesa a viver em terras de sua Majestade desde 2014.

Teletrabalho

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Faz hoje 11 dias desde que estou a trabalhar por casa e, vou ser o mais sincera possível - tragam-me de volta a minha rotina!!!! 

As pessoas que, por norma, já trabalham por casa já conseguem ter uma rotina super definida mas eu, que estou habituada a acordar a certas horas (isso não tenho saudades), a ir para o escritório, a almoçar por lá e voltar para casa ao fim do dia, já me custa um pouco mais. 

Primeiro, as horas para acordar e adormecer já estão todas trocadas. Os horários para levar o cão à rua já foram pela janela. A concentração é outra. Óbvio que poder estar de pijama o dia todo e só meter uma roupa por cima na hora de levar o canino lá fora tem as suas vantagens. Óbvio que o conforto de casa não se troca. No entanto, uma coisa é trabalhares por casa, outra é seres obrigada a tal.....sendo que as idas à rua são condicionadas ao máximo. 

Enfim, a sanidade mental está a ir pelo cano abaixo. Parece que nos queremos abstrair da realidade mas todas as manhãs está aquele aviso de hoje são mais X infetados , mais X mortos....

 

Em tempos de força maior...

Nem acredito que não escrevo neste diário online à mais de um ano! 
A vida tem sido um rodopio autêntico e em tempos de necessidade temos que nos voltar para as ferramentas que outrora nos fizeram bem. Talvez para manter a minha sanidade mental ainda num pico razoável resolvi voltar-me para isto. E, talvez, reviver aquilo que me aconteceu este ano ajude a combater o isolamento. 

Neste momento, e desde dia 12 estou em tele trabalho e juro que nunca na minha vida pensei que poderíamos passar por algo assim. Algo não palpável e tão feio, com efeitos tão devastadores não só aqui ou ali mas em grande parte do Mundo. 

Escrevo, já a dar um pouco em doida. Em doida com a privação, com o fato de estarmos tão habituados à nossa liberdade que ao ser diminuída sentimo-nos impotentes, nervosos, desmotivados. Acredito que, depois desta tempestade passar todos nós vamos dar muito mais valor à vida, à liberdade, vamos respeitar mais o próximo  e o direito de escolha. 

Até lá, continuamos em quarentena porque é isto, e apenas isto que podemos fazer, enquanto outros batalham lá fora por nós, pelos nossos. 

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