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Jornada23

Uma portuguesa a viver em terras de sua Majestade desde 2014.

Jornada23

Uma portuguesa a viver em terras de sua Majestade desde 2014.

Reencontro

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 Nós fomos como unha e carne durante um dos períodos mais exaustivos da nossa vida : a faculdade. 

Nós juntámos as capacidades uma e da outra e fomos capazes de nos apoiar nos bons e maus momentos, nos mais stressantes e nos outros tantos. Estavamos lá, 5 dias por semana, durante aulas e estágios sempre a apoiar. Ela foi sem dúvida a pessoa que marcou a minha fase universitária mas como é normal o mundo atirou-nos de volta para as nossas cidades e, no meu caso, para Inglaterra. 

A distância fez com que deixassemos de falar tanto, ocasionalmente havia uma conversa ou outra apenas. Quando ela me disse que vinha a Londres quis ir vê-la , estar um pouco com ela que seja. 

Sabem quando vocês não vêem uma pessoa à anos , neste caso 6 anos, e não sabem o que esperar ?? Será que somos as mesmas ? Que as nossas conversas vão fluir com antigamente ? Que ainda temos algo em comum? 

Isso tudo se foi nos primeiros segundos, continuamos igual, apenas com mais histórias de vida para partilhar, e soube bem revê-la e poder estar de novo com alguém que já esteve tão presente na minha vida.

 

Agadir

Agadir....! So de pensar nos dias passados em Agadir sinto um aperto, um saudade imensa! 

Tal como referido em posts anteriores, em Agadir escolhemos o Hotel Iberostar Founty Beach , a maravilha das maravilhas aos nossos olhos. 

 

Fatores positivos:

- O hotel foi sem duvida o ponto alto da viagem. Foi-nos possivel dormir ate' mais tarde, aproveitar a piscina interior pela manha e a exterior durante a tarde ou simplesmente ir a praia dando 10 passos fora do hotel. 

- A simpatia do staff no hotel , as comidas, o modo como o estrangeiro e' tratado sao simplesmente factores mais do que positivos 

- O clima foi o nosso melhor aliado tambem. Se em Marraquexe apanhamos uns dias de chuva e frio aqui o sol brilhava todo o dia

- O mercado era muito mais pequeno que o de Marraquexe mas foi bom porque era menos confuso e estavamos num mood mais calmo 

- Todas as noites existia uma festa no hotel, ora era Bolywood night , ora era noites de talentos, enfim uma panoplia que nos entretia noite fora. 

 

Factores negativos : 

- Quando saiamos do hotel eramos logo bombardeados com vendedores ou taxistas. O mesmo se passou quando saimos do autocarro vindo de Marraquexe e tivemos que pedir aos taxistas para nos darem tempo para pensar, visto fazerem-nos pressao mal saimos do autocarro para escolha de taxista.

- Como era uma cidade mais pequena e naquela altura do ano existem menos turistas sentiamo-nos mais deslocados do que em Marraquexe onde era estrangeiro a cada esquina 

- O aeroporto ficava bastante longe da zona dos hoteis principais.

 

Conclusao:

Nao me importava de voltar a Agadir para mais umas ferias "resort". Sair da cama, comer e deitar o corpito de frente para o sol o dia todo, intercalando com um mergulho na psicina.  Ainda por cima sabendo que de Londres encontro voos a 40 e pouco libras!! 

 

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4 anos de Londres

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4 anos de ti Londres. 4 anos que por vezes parecem muitos mais anos nao so' pelo tempo que sinto ter perdido mas pelas pancadas que a vida me deu enquanto ca' estive. A vida e' assim nao e' verdade? Talvez se tivesse ficado em Portugal as pancadas seriam iguais, ou maiores, nao sei. A verdade e' que Londres tambem me deu muita coisa boa, deu a experiencia, a independencia, a liberdade para fazer coisas sem ninguem por detras a aconselhar (talvez por isso as coisas tenham corrido tao bem num sentido e noutros nem tao bem). Londres deu-me garra para lutar mas muitas vezes tirou-me a garra tambem. Neste pais tive que trabalhar para pagar a renda, e pouco mais. Quando o principe estava a part time foi um sufoco, quando eu fiquei desempregada outro sufoco foi. Um salario era para a renda - hoje em dia e'. Aconteceram coisas boas, viajamos um pouco, conhecemos boas pessoas e finalmente estou a trabalhar em algo que gosto. Aconteceram coisas menos boas, as saudades nao permitiram muita coisa, ver crescer criancas, acompanhar os idosos mais de perto e simplesmente estar presente para quem nunca nos falhou. Algumas vezes sinto isso...que falhei. A distancia da' cabo de nos..a tristeza por vezes e' imensa e por isso e' que cheguei a conclusao que este, por nosso querer, sera' o ultimo ano em Londres.  

 

 

De volta a realidade!

Voltei a realidade! Tive umas duas semanas assim um pouco dolorosas, com muita birra a mistura...(quem me conhece sabe que não gosto nadinha dessas coisinhas de criança !) . Voltamos para Portugal e, eu e o príncipe pensamos que íamos aproveitar uns ricos 10 dias só de praia e calor. 

Pois bem que o tempo português também nos quis pregar uma partida...começou com o vento ao final da tarde (altura em que conseguíamos ir a praia por causa das mil coisas que andávamos a tratar), e chegou a estar um tempo nublado bem ranhoso. Os nossos corpos também nos atraiçoaram 3 dias antes de irmos embora, entre vómitos e diarreia, a coisa não esteve muito bonita!

Tirando isso, e porque o isso já foi muito, foi tempo para aproveitar as nossas praias, a família sempre presente e os amigos que estão longe mas rapidamente ficam perto. Tempo para mudanças e tempo para nos, enquanto casal, dar-mos um passo em frente, uma nova responsabilidade na vida! 

Mais umas ferias passaram e vejo-me aqui, sentada na minha cama depois de uma molha apanhada de regresso a casa, a perguntar-me porque raios ainda vivo neste pais em que o verão dura dois dias.???!! 

 

Os outros e o meu amanhã

A viagem está marcada, em Janeiro partimos. Ano Novo Vida Nova como se diz!

 

Nestes últimos dias e, aproveitando o facto da enorme família agora ter motivos para estar mais vezes reunida, aproveito para falar sobre a nossa jornada para Londres (não vão as pessoas mais suscetíveis dizer que eu vou-me embora sem avisar com antecedência!).

Conclusão desta experiência? De enlouquecer!

Já tive a opinião de toda a gente, até hoje contei com cinco tipos de pessoas.

 

1. A pessoa que diz que é o melhor que tens a fazer porque neste país não há oportunidades e lista inúmeros motivos para te ires embora;

 

2. A pessoa que diz que não deves “abandonar” o país onde nasceste, foste criada e onde tens a tua família porque não há nada mais valioso do que o local onde estão as tuas “raízes”;

 

3. A pessoa que começa a contar as más experiências de outras pessoas que conheciam outras pessoas amigas de outras (e outras, e outras...), que saíram do país e que, em menos de um mês estavam de volta, que iam parar à rua com filhos para cuidar, que chegaram lá e viveram um inferno autêntico;

 

4. A pessoa que conta a maravilha de vida que uma amiga, amiga da amiga do amigo, colega, prima, tia, está a ter lá fora;

 

5. A pessoa tranquila, que dá a sua opinião em segundos, dá os parabéns pela mudança, por estares bem, perguntam quando partes e ficam felizes por ti.

 

Pois bem, tem sido tarefa complicada gerir certas personagens. Aprendi a ouvi-las, nunca se sabe até que ponto elas possam ter razão (umas mais que outras, admito) e no fim simplesmente sorrio e digo “Vai correr tudo bem”. E vai! Acredito que sim !!{#emotions_dlg.happy}

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