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Jornada23

Uma portuguesa a viver em terras de sua Majestade desde 2014.

Jornada23

Uma portuguesa a viver em terras de sua Majestade desde 2014.

Madame Tussauds

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Domingo foi dia de visitar o famoso Museu da Madame Tussauds. Eu ando a falar em visitar este museu muito antes sequer de querer vir morar para Londres, sempre achei que seria interessante. E é. Não tanto como pensava, mas é.

Tinha uma grande expectativa em relação a este museu e talvez por isso fiquei um pouco decepcionada. Os bilhetes são caros (isto porque também me esqueci de comprar online), mas como tínhamos um gratuito lá compensou. As filas são enormes e a afluência dentro do museu é de levar as mãos à cabeça. Se se querem sentir celebridades vão lá tirar uma foto com o George Clooney ou o Brad Pitt....ai sim vão ver dezenas de olhos a olhar para vocês à espera da vez deles...

Uma das coisas que esperava também mais do museu é o número de figuras de cera. Devo confessar que principalmente atores e cantores existia uma grande ausência de figuras emblemáticas. É um orgulho ver Portugal lá representado, o museu é grande mas existem "N" nacionalidades que não estão lá representadas e, gostemos muito ou pouco, a verdade é que estão distinguidas duas lendas do futebol português, Cristiano Ronaldo e José Mourinho.

Confesso que fartei-me de agarrar o príncipe e gritar na Chamber of Horrors and Scream mas olhando para trás tenho que confessar que deu graça à coisa, muito embora eu volte a salientar que odeio sítios escuros e saber que existem pessoas no percurso a assustar-me....odeio odeio!

Por último somos presenteados por um "filme" em 4D que foi muito bem conseguido com os super heróis da Marvel! 

Conclusão? Vale a pena, dá para divertir, não vão com muita expectativa que tudo sairá melhor. É uma óptima escolha para um dia de chuva e frio!

 

Viver noutro país

 

Não é fácil e também nunca ninguém disse que ia ser. Não posso falar das outras cidades, se seria diferente ou não mas Londres…oh, Londres é muito difícil nuns dias e tão fácil em outros.

Londres é tudo num só. Londres é risos, fotografias, lojas, luzes, crianças, moda, alegria, nacionalidades, simpatia, oportunidades. Londres é chuva, frio, trânsito, frieza, saudades, distância, poder.

Estar aqui é ser um ser, num lugar nenhum. É não pertencer e sentir que ninguém pertence a nada de verdade. É não captar o som de um inglês num autocarro a abarrotar, ouço tudo, menos o inglês. Não entendo nada, por isso coloco os phones nos ouvidos, já ouvi muitas línguas ao longo do dia. Não são só os turistas, são os habitantes. É olhar para a rua de casa e perceber que aquilo não me traz lembranças, pois não foi lá que cresci. É não saber onde estão amigos de anos, pois não foi cá que os fiz.

É tentar lidar com a distância. Com as fotografias online da família reunida, nada mudou eu é que já não faço parte do retrato de forma frequente. É continuar a fazer parvoíces para os pais, mas através de uma webcam. É ouvir a avó chorar por a neta não estar presente. É ir no autocarro e pensar se fiz a escolha certa, se vou tirar benefícios daqui , se se hão de orgulhar de mim um dia?

É ter independência e responsabilidades. É mostrar que sei fazer aquele comer que a minha mãe sempre quis ensinar e eu fazia-me de surda e desinteressada. É tentar manter, sobreviver e viver. Não é mostrar que comprei isto ou aquilo, é mostrar que estou a conseguir construir a minha vida, ser crescida, mesmo à distância.

É custar ter visto a avó partir e saber que ainda tenho dois, aos quais sou muito ligada, mas que não posso estar com eles como antes estava. Ai, e o meu avô que adora contar as histórias e cantigas e muitas não as sei de cor.

É sentir falta do calor, dos tops e chinelos nos pés. Sentir falta da água salgada e dos enchidos. Da dourada e do carapau que o meu avô fazia de propósito aos Domingos para mim, acompanhado da batata à murro. É sentir falta de acordar e ver o meu cão, abraçá-lo e mimá-lo. É sentir falta da língua, dos cheiros, dos costumes. É sentir falta dos cães dos meus avós, malucos que só eles sabem, chatear os primos só porque tenho esse direito. 

É cada vez mais sentir-me afastada do meus país e acostumada ao que me acolhe. É pensar em Portugal com nostalgia mas saber que lá não teria esta cidade de oportunidades, estes jardins gigantes, esta multiculturalidade e diversidade, aqueles iogurts que já nos acostuma-mos, o autocarro que vai a todo o lado e que aparece em menos de 5 minutos, os mercados e feiras, os museus gratuitos. É sentir que posso ser profissionalmente mais feliz, embora ainda ande por caminhos distantes.

É isto. Adoro o meu país, e aprendo a adorar o que me acolhe.

Ainda a 1000 à hora

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Não gosto de não atualizar o blog. Sinto que as coisas vão acontecendo e deixo-as escapar, ainda assim o motivo da ausência é bom.

Tudo começou terça feira, logo pela manhã fui buscar o resto do dinheiro que o meu antigo trabalho me devia (ainda!) e em conversa com uma ex colega ela diz-me de forma natural "os próximos dias vão ser melhores". Não sei porquê mas fixei esta frase e, não é que no próprio dia recebi 3 telefonemas para entrevistas de trabalho?

No mesmo dia fui em entrevista à Sports Direct que, tendo pena de mim, o manager não me fez esperar os tais 2/3 dias para saber se ia ser contratada, disse-me logo que estava na equipa - BOA! Por mais irónico que pareça no dia seguinte tive uma entrevista com a Next (que por acaso fica praticamente lado a lado da SportsDirect) e ....contrataram-me também!

Quarta feira fui a outra entrevista e ia ter o meu primeiro dia de trabalho amanhã, mas tendo estas duas propostas anteriores que inclusive, ficam muito mais perto de casa decidi rejeitar.

Até agora já fiz quatro turnos na Next e, segundo o sistema deles eu é que produzo o meu próprio horário, queira fazer 1 hora por dia a 8 horas por dia.

Amanhã tenho Induction Day na Sports Direct e saberei quais os meus turnos.

Enquanto conseguir conjugar os dois trabalhos , assim o farei mas enquanto isso ando tipo barata tonta num vai e vem tremendo!

 

1000 à hora.

É caso para se dizer: tantas vezes temos tão pouco e do nada temos tudo. Esta semana tem sido uma loucura total! Amanhã explico, hoje só quero cama que já estou aflita da planta dos pés 

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