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Jornada23

Jornada23

Não entendo este mundo

Não entendo este mundo. Antes lembro-me bem das minhas preocupação quando ia visitar um país: ser roubada por entre a multidão de turistas, se os preços praticados não estariam modificados por eu ser turista, se me ia conseguir safar facilmente na cidade, enfim coisas que passam pela cabeça de qualquer viajante. Hoje em dia tudo mudou...esta já não a minha cidade para turismo mas sim a cidade onde vivo. A zona de Westminster não é só a zona turística onde vou de vez em quando e onde levo as minhas visitas , é também o sítio de passagem caso queira ir a outro lado qualquer, é o também ao lado da sede do meu trabalho, onde tenho treinos lá frequentemente. A zona de London bridge igual...ja não é apenas um sítio turístico, é também a zona do meu banco português onde tenho que ir tratar de documentos , é um local que dá para ir lá relaxar e fazer um passeio à beira mar.. posso deixar de pensar nos últimos acontecimentos ? Sim...Não...daqui a 4 semanas vou ter uma criança de 8 anos comigo durante 13 dias, enquanto o ano passado fomos passear onde nos desse na cabeça este ano o receio vai-nos deter em muita coisa. Desejo toda a paz para estas famílias , seja em ataques aqui ou noutro local do mundo. Ninguém deveria poder escolher a hora da nossa morte.

Londres - 1 mês

E ontem fez exatamente 1 mês que chegámos a Terras de Sua Majestade. Foi um sábado intenso, do qual ainda não falei nem quis refletir muito sobre ele. Por um lado (e mais importante do que tudo) tive ao meu lado, ou a apoiar-me, as pessoas que mais aprecio na vida. Tive medo, quis ser forte, quis mostrar que tudo iria correr bem mesmo estando a viajar para o desconhecido. Despedi-me daquele quarto, daquele prédio, daquela rua. Despedi-me do meu bebé, e custou! Passei a viagem toda firme - não ia chorar. Até que a minha mãe começou a chorar e dei-lhe a mão. Vim a maior parte da viagem assim, de mão dada com a minha mãe, outra mão dada com o príncipe e com a mana a agarrar-me. A chegada ao aeroporto fez-se de forma mais descontraída, estávamos tranquilos, ansiosos e alegres. Eu tentei sair do país em paz, a obra do destino não deixou e mais uma vez fez-me, não dar menos valor a certas pessoas, mas sim valorizar imenso os que tenho junto a mim. A hora da despedida foi intensa e desconcertante (só de me lembrar...), pela segunda vez na minha vida vi o meu pai chorar, e como isso dói! A mãe chorou, eu chorei, o príncipe chorou, a mana chorou, só o irmão é que se aguentou mais firme (sabe-se lá se não deitou uma lágrima sorrateiramente). A viagem correu bem, a chegada a casa correu bem.

Em um mês, já tenho trabalho. Em um mês, já procuramos um sítio onde viver - os dois, sem mais ninguém, só eu e o príncipe. Em um mês já chorámos, rimos, tememos, aventurámo-nos (nunca andei tanto na minha vida eheh) e vivemos muito. Em um mês estamos ainda a descobrir Londres. Em um mês as saudades já apertaram. Em um mês já tive tendência a ir procurar o meu bebé. Já tive tendência em querer dizer à mana "Estás em casa?" pensando eu, que ela ainda vivia no andar de cima. Faz um mês que somos só eu e ele. Faz um mês que o príncipe não fuma (yeeaaah!). Faz um mês que tudo começou.

Eu estou bem, nós estamos bem. Londres é um sonho, mas é preciso força quando queremos sonhar mais além.

 

Autocarros

Não sei o que se passa comigo.

Não é que ultimamente ando com um certo receio e nervoso miudinho quando ando de autocarro? Não daqueles autocarros urbanos, mas os de longa distância.

Eu não me lembro de ser assim. Não sei se é por agora ter carta, não sei se é por não andar tanto de autocarro deste género, não sei se é por ouvir frequentemente acidentes que envolvem este tipo de autocarros, enfim não sei! A verdade é que no estágio onde estou já andei 4 vezes nestes autocarros. Tudo nele me mete pânico. Ora são aqueles botões que nunca vi na vida e não faço ideia para que servem ou aquela alavanca com as mudanças mais finas e estranha que eu sei lá, ora a altura enorme que ficamos do chão….enfim.

Acho que no fundo tenho medo porque 1º, não tenho o controlo sobre o autocarro (mas quando ando nos urbanos também não, e olhem que ando todos os dias…), 2º, aquilo é um monstro a andar a grande velocidade na autoestrada (embora os urbanos sejam piores que malucos dentro das cidades). Bem..só sei que em agosto ia num autocarro que começou a sobreaquecer e o condutor muito feliz da vida, desligava e ligava o motor em pleno andamento…..enquanto aquilo apitava que se fartava e eu, especada a olhar para aquilo, sabendo que tínhamos um fila enorme, e que o homem mais preocupado estava em ligar e desligar o autocarro em vez de o encostar à berma ….! Ontem, embora o autocarro não fosse o meu e estivesse parado, o motorista a tentar fazer marcha atrás, ficou com a alavanca das mudanças na mão e ….espetou-se com o autocarro da frente. Resultado: Vidro da frente partido, beijinhos entre autocarros e eu a viagem toda a olhar para o motorista do meu autocarro à espera que a alavanca lhe ficasse na mão também…

 

Mais velha, mais mariquinhas, poças! {#emotions_dlg.serious}

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