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jornada23

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Gestos Perfeitos

 

Ultimamente tenho visto muitos gestos perfeitos. Digo gestos perfeitos, sintonias, sorrisos, dar e receber de igual modo, enfim gestos perfeitos e sinceros que nos dão um sorriso não só momentâneo como duradouro.

 

  • Sexta feira após ter saído do estágio fui meter-me no metro (à hora de ponta). Fui enlatada quase a viagem toda mas quando vi a oportunidade de me sentar, aproveitei. No momento em que me ia sentar vi um senhor já idoso a seguir no mesmo caminho, levantei-me e dei lugar ao senhor que me responde "Tenho 20 anos minha filha, não parece mas acredite que tenho!", eu insisti e sorri "sente-se lá! Tenho 20 aninhos, e você ri-se mas eu quero é fazer sorrir as pessoas, especialmente bonitas como você" - neste momento fiquei logo vermelha. Paragens à frente o senhor chegou-se perto do meu ouvido e disse-me " vou-lhe rogar uma praga, e espero que resulte. Uma praga de muita felicidade e saúde". Fez-me sorrir novamente e foi-se embora. Há pessoas assim.
  • No Sábado eu e o príncipe andámos por Lisboa. A caminho do aeroporto para comprar mais uma bagagem o príncipe, no metro, pega na minha mão e dá um beijo nela. Quando olho para o lado estava uma idosa, olhou para o gesto e sorriu. Escusado será dizer que o príncipe reparou mais na minha cara vermelha do que noutra coisa. Há pessoas como o príncipe, carinhosas,  e outras em que pelo simples olhar deitado à imagem vista nos fazem sentir que somos ainda mais acarinhadas do que pensámos.
  • Ontem estive com crianças de uma instituição. Gosto de crianças, de trabalhar com elas, de tentar procurar ou manter o equilibrio que muitas vezes é instável na vida delas. Estas fizeram-me sorrir com o seu sorriso, com o modo como pegavam na minha mão e pediam por atenção, pelo modo como se entusiasmavam e desfrutavam as diversões, cada pedacinho. No fim, quando o príncipe levava uma ao colo perguntou, referindo-se a mim "Tu também a levas ao colo?", ele respondeu que sim, ela rematou "E ela, também te pega ao colo a ti?".

O bilhete

Planear uma viagem de férias para outro país já de si é complicado. Planear uma ida, sem volta prevista, para outro país...ui! É dose!

Hoje falo dos bilhetes, porque desde que os tive na mão é que me apercebi ainda mais da realidade – a nossa viagem estava cada vez mais perto e a data de partida era agora real.

Para começar queria ter a certeza que tínhamos sítio onde ficar, e só ai nos poderíamos preocupar em que dia partir. Além do mais também tínhamos de fazer alguns cálculos, porque quanto mais tempo ficarmos cá mais dinheiro conseguimos juntar para nos assegurarmos uns tempos por lá.

Assim que tivemos mais ou menos uma certeza de que chegando lá não iríamos ficar na rua (ainda por cima em pleno Inverno!), começou a pesquisa online. Primeiro andei por sites de busca rápida, como a www.skyscannet.pt e a www.edreams.pt, depois apercebi-me que não havia muito por onde escolher ao preço que queria nem para o destino que pretendia. Acabei por me reduzir a quatro opções: Ryanar, TAP, EasyJet e British Airways.

A Ryanar foi a primeira a ser excluída: só parte do Porto e de Faro, e nós saímos de Lisboa. Os preços dos transportes até uma destas cidades não compensam o cansaço e o stress que nos ia causar toda a viagem, para além do misto de sentimentos que ainda irão estar presentes nesse dia.

Em seguida, British Airways. Já ouvi falar muito desta companhia (por bons motivos) e até me parece ser segura, no entanto os preços praticados são altos (76€ mais encargos que dizem ser cerca de 50€). Com 4 meses de antecedência pensei ter sorte, mas nada.

Fiquei entre duas companhias: TAP e EasyJet.

Já voei nas duas: TAP para Londres e Roma, Easyjet para Londres. Gostei de ambas. Escusado será dizer que na TAP temos muito mais “mordomias” e facilidades em termos de bagagem (pelo menos lembro-me vagamente), no entanto nunca tive problemas com nenhuma das duas.

Olhei para os prós e contras (tudo online) e decidi: EasyJet. Porquê? Preço muito mais barato 47€ cada viagem + 30€ por cada bagagem de porão! Pareceu-me que o total até ficaria em conta.

Corri (no dia seguinte) para o balcão da EasyJet no Aeroporto de Lisboa, Terminal 2 (eu especifico o terminal 2 porque foi um castigo encontrar o balcão da easyjet…só quando me cansei de andar às voltas é que usei a boca para perguntar e, finalmente descobrir que o balcão deles ficava no terminal 2 e não 1…inteligente!!). Chegando lá basicamente queria saber quais as vantagens de comprar online que, resumidamente e pelo que entendi, o preço da bagagem de porão seria 17€ e claro está, a compra era feita de um modo mais cómodo.

Cheguei a casa, entrei no site da easyjet (queria poupar aqueles 13€ de bagagem) e PUM! É necessário cartão de crédito para realizar compras online no site da EasyJet… (por momentos fiquei triste pela TAP estar tão cara, eles aceitam multibanco!)! Após o choque inicial lá perguntei aos membros da família se tinham cartão de crédito – nada! No site ainda explicam mais a frente que aceitam débito, desde que seja VISA, MASTERCARD e outro que não me recordo. No entanto, nem assim consegui comprar… (acho que me perdi nestas mordenices…não sei bem quando, mas parece-me que sim!)

Conclusão? Segunda-feira peguei nas minhas perninhas (e rezei para que durante o fim de semana as viagens não aumentassem o preço por um motivo inexplicável e absurdo) e dirigi-me novamente ao aeroporto. Fui curta, já só queria ver aquilo despachado – “Bom dia, quero duas viagens para Londres na segunda semana de Janeiro, pode-me ver o preço mais barato?” “Luton ou Gatwick?”  “Gatwick se faz favor”. Em menos de 10 minutos tinha os bilhetes na mão e um sorriso gigante na cara– simples!

Conselho? Planear a viagem com muita antecedência!!!! Ver as modalidades de pagamento nos sites e quais as vantagens de comprar online, quando possível verificar mais do que uma companhia aérea, ver os prós e contras de cada viagem (se o preço já inclui bagagem, seguro, etc), qual o aeroporto, a distância entre ele e o nosso destino, as horas do voo entre outras caraterísticas que nos pareçam importantes, mas comparar sempre, comparar é o melhor conselho.

No final de tudo até fiquei satisfeita, cansei-me um pouco, andei às voltinhas mas no fim o preço foi razoável, o atendimento foi excelente (é de salientar) e conseguiram fazer-me sorrir (mas isto já se esperava com os bilhetes na mão!). Ah, é importante salientar que quando liguei para o príncipe não parava de dizer “Amor, amor!!! Eu tenho os bilhetes” – com uma pronúncia tal e qual como a de uma menina de 4 anos que recebeu o brinquedo da sua vida.

 

"Se realmente vale a pena fazer uma coisa, vale a pena fazê-la a todo o custo."
(Chesterton)