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jornada23

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O nosso dia.

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 Hoje, para muitos, é um dia normal. A maioria aproveita-se deste dia para pegar algumas mentirinhas inofensivas mas, para outros é um dia especial. Este, desde à 5 anos atrás, é o nosso dia.

Obrigado por tudo. Pelo amor, amizade, apoio, carinho, por tudo o que éramos e continuamos a ser. Por crescermos e o amor não se perder e por continuarmos juntos, lado a lado, para o que der e vier. Pelas conquistas e novas experiências, agradeço. Pelos risos, brincadeiras e aventuras. 

Hoje é o nosso dia príncipe. Com amor.

 

Quatro anos

Foi exatamente à quatro anos atrás. Aquele primeiro encontro. Aquele primeiro abraço.


Amo.te hoje, mas desculpa por amanhã não te amar de igual forma ( cada vez mais, cada vez mais! ). Meu príncipe <3

Londres - 1 mês

E ontem fez exatamente 1 mês que chegámos a Terras de Sua Majestade. Foi um sábado intenso, do qual ainda não falei nem quis refletir muito sobre ele. Por um lado (e mais importante do que tudo) tive ao meu lado, ou a apoiar-me, as pessoas que mais aprecio na vida. Tive medo, quis ser forte, quis mostrar que tudo iria correr bem mesmo estando a viajar para o desconhecido. Despedi-me daquele quarto, daquele prédio, daquela rua. Despedi-me do meu bebé, e custou! Passei a viagem toda firme - não ia chorar. Até que a minha mãe começou a chorar e dei-lhe a mão. Vim a maior parte da viagem assim, de mão dada com a minha mãe, outra mão dada com o príncipe e com a mana a agarrar-me. A chegada ao aeroporto fez-se de forma mais descontraída, estávamos tranquilos, ansiosos e alegres. Eu tentei sair do país em paz, a obra do destino não deixou e mais uma vez fez-me, não dar menos valor a certas pessoas, mas sim valorizar imenso os que tenho junto a mim. A hora da despedida foi intensa e desconcertante (só de me lembrar...), pela segunda vez na minha vida vi o meu pai chorar, e como isso dói! A mãe chorou, eu chorei, o príncipe chorou, a mana chorou, só o irmão é que se aguentou mais firme (sabe-se lá se não deitou uma lágrima sorrateiramente). A viagem correu bem, a chegada a casa correu bem.

Em um mês, já tenho trabalho. Em um mês, já procuramos um sítio onde viver - os dois, sem mais ninguém, só eu e o príncipe. Em um mês já chorámos, rimos, tememos, aventurámo-nos (nunca andei tanto na minha vida eheh) e vivemos muito. Em um mês estamos ainda a descobrir Londres. Em um mês as saudades já apertaram. Em um mês já tive tendência a ir procurar o meu bebé. Já tive tendência em querer dizer à mana "Estás em casa?" pensando eu, que ela ainda vivia no andar de cima. Faz um mês que somos só eu e ele. Faz um mês que o príncipe não fuma (yeeaaah!). Faz um mês que tudo começou.

Eu estou bem, nós estamos bem. Londres é um sonho, mas é preciso força quando queremos sonhar mais além.

 

Gestos Perfeitos

 

Ultimamente tenho visto muitos gestos perfeitos. Digo gestos perfeitos, sintonias, sorrisos, dar e receber de igual modo, enfim gestos perfeitos e sinceros que nos dão um sorriso não só momentâneo como duradouro.

 

  • Sexta feira após ter saído do estágio fui meter-me no metro (à hora de ponta). Fui enlatada quase a viagem toda mas quando vi a oportunidade de me sentar, aproveitei. No momento em que me ia sentar vi um senhor já idoso a seguir no mesmo caminho, levantei-me e dei lugar ao senhor que me responde "Tenho 20 anos minha filha, não parece mas acredite que tenho!", eu insisti e sorri "sente-se lá! Tenho 20 aninhos, e você ri-se mas eu quero é fazer sorrir as pessoas, especialmente bonitas como você" - neste momento fiquei logo vermelha. Paragens à frente o senhor chegou-se perto do meu ouvido e disse-me " vou-lhe rogar uma praga, e espero que resulte. Uma praga de muita felicidade e saúde". Fez-me sorrir novamente e foi-se embora. Há pessoas assim.
  • No Sábado eu e o príncipe andámos por Lisboa. A caminho do aeroporto para comprar mais uma bagagem o príncipe, no metro, pega na minha mão e dá um beijo nela. Quando olho para o lado estava uma idosa, olhou para o gesto e sorriu. Escusado será dizer que o príncipe reparou mais na minha cara vermelha do que noutra coisa. Há pessoas como o príncipe, carinhosas,  e outras em que pelo simples olhar deitado à imagem vista nos fazem sentir que somos ainda mais acarinhadas do que pensámos.
  • Ontem estive com crianças de uma instituição. Gosto de crianças, de trabalhar com elas, de tentar procurar ou manter o equilibrio que muitas vezes é instável na vida delas. Estas fizeram-me sorrir com o seu sorriso, com o modo como pegavam na minha mão e pediam por atenção, pelo modo como se entusiasmavam e desfrutavam as diversões, cada pedacinho. No fim, quando o príncipe levava uma ao colo perguntou, referindo-se a mim "Tu também a levas ao colo?", ele respondeu que sim, ela rematou "E ela, também te pega ao colo a ti?".