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jornada23

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Londres: Impressões 2011

 

Em 2011 fui pela primeira vez a Londres e o príncipe pela segunda. Acho engraçado olhar agora para trás e relembrar-me das coisas que me surpreenderam por lá. Eis algumas coisas que ficaram na memória:

 

  • Tempo incerto – check!  Foram poucas as vezes em que fui capaz de tirar o casaco de malha em pleno Verão! Não devo ter apanhado um ano em condições e pelo que percebi este ano o tempo esteve bem melhor.

  • O verde na cidade – Adoro este pormenor em Londres! Embora vivam milhões de pessoas, onde os prédios, empresas, hotéis, transportes, lojas abundam, o verde também está presente e muito! A única cidade mais perto desta realidade que conheci foi Bruxelas. Também eles adoram parques em plena cidade e conheci imensos das vezes que lá estive, no entanto os parques de Londres têm uma dimensão impressionante! Adorei, são um marco de Londres, sem dúvida.

  • A multiculturalidade – Eu já sabia de antemão que pessoas de diferentes culturas, religiões e nacionalidades era o que mais ia ver. E não estava enganada, como é óbvio! Britânicos, Indianos, Portugueses, Espanhóis, Italianos, Brasileiros, Chineses, Paquistaneses, …….Imensas nacionalidades. Sem dúvida que tivemos episódios um tanto interessantes, como uma criança em plena estação de Victoria a gritar “I’m a terrorist!”. Pela via das dúvidas, dei um passo para o lado contrário à criança…(eheh distância de segurança, como se diz)

  • Os carros & as bicicletas & os autocarros – “What????” Era esta a expressão mais frequente de 30 em 30 minutos (ou nem tanto) enquanto andávamos pelas ruas de Londres. Os carros que por lá andam são de meter os olhos em bico! Se por um lado me admirei de ver tantas bicicletas ao molhe juntamente com carros a andar a uma velocidade e agilidade incrível, muito mais me admirei ao ver aqueles carros lindos! Em relação aos autocarros só tenho a dizer que são uma delícia! Aquele segundo andar, lugar da frente, mesmo com a carinha no vidro frontal com aquela vista panorâmica é do melhor!

  • A estrada – Desde pequenina sempre me disseram “Para atravessar a passadeira olha, esquerda, direita, esquerda direita e atravessa", mas parece que quando lá cheguei voltei a ser a miudinha que ainda não sabia atravessar uma passadeira “esquerda , direita, esquerda…ahh! Direita, esquerda, direita, correee!”

  • As atuações de rua – Elas estão presentes na maior parte das cidades turísticas,  Lisboa, Roma e Bruxelas foi onde já as vi, mas Londres….lá está, supera! Perto do Big Ben encontrei uma  das minhas personagens fictícias favoritas (depois do Bart Simpson, claro!), Jack Sparrow! Claro que o príncipe ficou a olhar para mim por estar tão entusiasmada em tirar foto com o pirata, mas lá foi feita a vontade à menina! Ainda outras atuações que me encantaram foi este músico (link) e ainda um mágico muito bom que no fim ainda nos deixou agarrar no rato dele (rato como quem diz, um hamster’zito).

  • O estilo - Adoro! Adoro pelo simples facto de que cada um anda como bem lhe apetece. Eu inclusive cheguei a ir para a rua com um casaco enorme do príncipe que me tapava as mãos, era todo escuro, vinha-me quase aos joelhos e ninguém olhou para mim! Se fosse aqui em Portugal iriam olhar de lado e pensar mil e uma coisas acerca da minha pessoa, quando no fim só me apetecia usar um casaco com gorro porque estava a chuviscar e nenhum dos meus casacos tinha capucho. Para além disso também adoro o fato de termos possibilidade de comprar/ver os mais variados estilos, existe uma grande oferta de moda para os mais diversos gostos.

  • Comércio – O comércio floresce em Londres, mas tal como nas restantes capitais do mundo, digo eu. No entanto, foram três as lojas que me chamaram a atenção na altura: Starbucks (onde eu via um exagero de lojas em cada esquina!). Na altura só existia uma ou duas em Portugal e quando chego a Londres parece o café da esquina que o tuga tanto gosta aqui; a Argos. Esta loja, para quem não sabe vende uma série de artigos, entre os quais tecnologia. Uma bela tarde fomos até esta loja porque a avó do príncipe preferiu comprar cá uma televisão, ficava muito mais barata! Não é que chegámos à loja e só vejo catálogos…."Que raio de loja é esta?", pensei logo. Em exibição ainda tinham algumas televisões, e máquinas fotográficas, mas pouco mais. Peguei num catálogo e vejo dezenas de páginas com produtos, informações e preços. Ou seja, se eu quisesse um secador imaginemos, escolhia pelo catálogo, pedia na caixa e tcharam! Parece um pouco estranho, nós que somos tão dados ao tocar nas coisas antes de comprar faz uma confusão dos diabos!; por último, a senhora dona Primark.Hoje em dia já todos conhecemos a loja, e sabemos bem o que se passa lá dentro, confusão, multidões, preços baixos… mas estar numa em Londres…é o pânico! Quando lá fui nem conseguia escolher nada, desisti inclusive de experimentar roupa e tentei acreditar que sabia bem os meus tamanhos para não ter que esperar naquelas filas intermináveis – má decisão. Acabei por ter que lá voltar uns dias depois para fazer troca da roupa, e aquilo continuava sufocante! Uma loja daquela dimensão (dois andares) com aquela afluência é um desespero, excepto para a minha carteira, que não se importa nada de pagar pouco.

 

 Estas foram as “breves” impressões que tive, muito mas mesmo muito resumidas, ainda podia falar dos transportes, da população, dos monumentos, do atendimento em supermercados, lojas e hospitais (blabla, ja fiz um testamento!) tudo e mais alguma coisa que experienciei enquanto lá estive, mas chega quando lá voltar de certeza que irei muito mais para dizer, muito mais para experimentar e logo a seguir meter-me aqui a comentar.

 

P.s.Ah! E antes de terminar só queria apontar um pequeno pormenor. Eu, filha de cabeleireira ficava chocadíssima com os preços de uma ida ao cabeleireiro! Impressionante, mesmo muito caro!