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jornada23

jornada23

England, England, England, London, London, London

Hoje, logo pela manhã, a caminho do estágio eu e o meu pai fartámo-nos de rir.

Já todos tivemos aquela sensação de que, por exemplo, vemos um filme e durante 1/2 semanas aparecem mil e uma coisas associadas a ele. Ok, é normal. A nossa mente está mais propícia a receber informações relativamente ao que foi assimilado.

No entanto, tenho que dizer um basta às coisas que tenho ouvido falar sobre as Terras de Sua Majestade! Começaram por ser coisas mínimas, tais como em duas novelas, de canais diferentes, abordarem o desejo de duas personagens quererem ir para Londres, entre filmes e séries a falarem de Londres,  notícias associadas com Inglaterra (uma inclusive em que dizia que Londres era a cidade europeia com mais pessoas ricas), entre saber que cada vez mais pessoas conhecidas lá estão/vão, ok tudo bem (tornou-se exagerado, mas suportável). Hoje, durante a emissão da manhã da MegaHits ouço: "Quem quiser emigrar para Inglaterra terá mais motivos para ir! Não é que consideraram o português como uma das dez línguas mais faladas/importantes no País? Se estás em vias de emigrar ou a pensar, tens aqui uma boa alternativa" (a notícia era mais ou menos assim).

Olhei para o meu pai, ele olhou para mim....e rimo-nos. Já chega, já percebemos o sinal!

 

Pela via das dúvidas fui à procura da notícia.

Inspira-me: os ares natalícios

Londres está à porta mas o Natal vem primeiro! Sendo assim querido {#emotions_dlg.painatal}, eis a minha lista:

 

 - Pantufas com a cara do Bart Simpson (o príncipe sabe que qualquer coisa com a cara do Bart Simpson serve para eu ficar apaixonada!)

- Pijama tipo BabyGrow...{#emotions_dlg.chucha} (sim, eu sei que alguns podem parecer ridículos, infantis e mais umas quantas coisas mas....parecem tão quentinhos e fofinhos, não resisto!)

 

- Quero ver a rena Rodolfo….Opah, só porque sim. Ah, e já agora aproveitar uma viagem até às Terras de Sua Majestade, sempre poupava no bilhete.

 

- Quero que a minha sensibilidade diminua consideravelmente desde a época de natal até pelo menos dia 12 de Janeiro (já antecipo as poças de lágrimas nesta temporada!)

 

- E quero, mais do que tudo, que o Pai Natal nos faça chegar imensas surpresas não só neste e no próximo Natal, como durante a aventura que estamos prestes a começar.

 

P.s. Quero que o príncipe se mascare de Pai Natal, só para dar aquele toque natalício!!! {#emotions_dlg.blushed}

Não Gosto#1

De ir logo de manhã com o mp3 aos altos berros nos meus ouvidos (que, por acaso não deitam som para o exterior) porque uma cambada de gralhas passa o caminho TODO a berrar nos transportes. E eu, como rabugenta matinal que sou socorro-me à minha música para tentar manter a minha sanidade.

 

{#emotions_dlg.annoyed}Haja paciência!

Londres: Impressões 2011

 

Em 2011 fui pela primeira vez a Londres e o príncipe pela segunda. Acho engraçado olhar agora para trás e relembrar-me das coisas que me surpreenderam por lá. Eis algumas coisas que ficaram na memória:

 

  • Tempo incerto – check!  Foram poucas as vezes em que fui capaz de tirar o casaco de malha em pleno Verão! Não devo ter apanhado um ano em condições e pelo que percebi este ano o tempo esteve bem melhor.

  • O verde na cidade – Adoro este pormenor em Londres! Embora vivam milhões de pessoas, onde os prédios, empresas, hotéis, transportes, lojas abundam, o verde também está presente e muito! A única cidade mais perto desta realidade que conheci foi Bruxelas. Também eles adoram parques em plena cidade e conheci imensos das vezes que lá estive, no entanto os parques de Londres têm uma dimensão impressionante! Adorei, são um marco de Londres, sem dúvida.

  • A multiculturalidade – Eu já sabia de antemão que pessoas de diferentes culturas, religiões e nacionalidades era o que mais ia ver. E não estava enganada, como é óbvio! Britânicos, Indianos, Portugueses, Espanhóis, Italianos, Brasileiros, Chineses, Paquistaneses, …….Imensas nacionalidades. Sem dúvida que tivemos episódios um tanto interessantes, como uma criança em plena estação de Victoria a gritar “I’m a terrorist!”. Pela via das dúvidas, dei um passo para o lado contrário à criança…(eheh distância de segurança, como se diz)

  • Os carros & as bicicletas & os autocarros – “What????” Era esta a expressão mais frequente de 30 em 30 minutos (ou nem tanto) enquanto andávamos pelas ruas de Londres. Os carros que por lá andam são de meter os olhos em bico! Se por um lado me admirei de ver tantas bicicletas ao molhe juntamente com carros a andar a uma velocidade e agilidade incrível, muito mais me admirei ao ver aqueles carros lindos! Em relação aos autocarros só tenho a dizer que são uma delícia! Aquele segundo andar, lugar da frente, mesmo com a carinha no vidro frontal com aquela vista panorâmica é do melhor!

  • A estrada – Desde pequenina sempre me disseram “Para atravessar a passadeira olha, esquerda, direita, esquerda direita e atravessa", mas parece que quando lá cheguei voltei a ser a miudinha que ainda não sabia atravessar uma passadeira “esquerda , direita, esquerda…ahh! Direita, esquerda, direita, correee!”

  • As atuações de rua – Elas estão presentes na maior parte das cidades turísticas,  Lisboa, Roma e Bruxelas foi onde já as vi, mas Londres….lá está, supera! Perto do Big Ben encontrei uma  das minhas personagens fictícias favoritas (depois do Bart Simpson, claro!), Jack Sparrow! Claro que o príncipe ficou a olhar para mim por estar tão entusiasmada em tirar foto com o pirata, mas lá foi feita a vontade à menina! Ainda outras atuações que me encantaram foi este músico (link) e ainda um mágico muito bom que no fim ainda nos deixou agarrar no rato dele (rato como quem diz, um hamster’zito).

  • O estilo - Adoro! Adoro pelo simples facto de que cada um anda como bem lhe apetece. Eu inclusive cheguei a ir para a rua com um casaco enorme do príncipe que me tapava as mãos, era todo escuro, vinha-me quase aos joelhos e ninguém olhou para mim! Se fosse aqui em Portugal iriam olhar de lado e pensar mil e uma coisas acerca da minha pessoa, quando no fim só me apetecia usar um casaco com gorro porque estava a chuviscar e nenhum dos meus casacos tinha capucho. Para além disso também adoro o fato de termos possibilidade de comprar/ver os mais variados estilos, existe uma grande oferta de moda para os mais diversos gostos.

  • Comércio – O comércio floresce em Londres, mas tal como nas restantes capitais do mundo, digo eu. No entanto, foram três as lojas que me chamaram a atenção na altura: Starbucks (onde eu via um exagero de lojas em cada esquina!). Na altura só existia uma ou duas em Portugal e quando chego a Londres parece o café da esquina que o tuga tanto gosta aqui; a Argos. Esta loja, para quem não sabe vende uma série de artigos, entre os quais tecnologia. Uma bela tarde fomos até esta loja porque a avó do príncipe preferiu comprar cá uma televisão, ficava muito mais barata! Não é que chegámos à loja e só vejo catálogos…."Que raio de loja é esta?", pensei logo. Em exibição ainda tinham algumas televisões, e máquinas fotográficas, mas pouco mais. Peguei num catálogo e vejo dezenas de páginas com produtos, informações e preços. Ou seja, se eu quisesse um secador imaginemos, escolhia pelo catálogo, pedia na caixa e tcharam! Parece um pouco estranho, nós que somos tão dados ao tocar nas coisas antes de comprar faz uma confusão dos diabos!; por último, a senhora dona Primark.Hoje em dia já todos conhecemos a loja, e sabemos bem o que se passa lá dentro, confusão, multidões, preços baixos… mas estar numa em Londres…é o pânico! Quando lá fui nem conseguia escolher nada, desisti inclusive de experimentar roupa e tentei acreditar que sabia bem os meus tamanhos para não ter que esperar naquelas filas intermináveis – má decisão. Acabei por ter que lá voltar uns dias depois para fazer troca da roupa, e aquilo continuava sufocante! Uma loja daquela dimensão (dois andares) com aquela afluência é um desespero, excepto para a minha carteira, que não se importa nada de pagar pouco.

 

 Estas foram as “breves” impressões que tive, muito mas mesmo muito resumidas, ainda podia falar dos transportes, da população, dos monumentos, do atendimento em supermercados, lojas e hospitais (blabla, ja fiz um testamento!) tudo e mais alguma coisa que experienciei enquanto lá estive, mas chega quando lá voltar de certeza que irei muito mais para dizer, muito mais para experimentar e logo a seguir meter-me aqui a comentar.

 

P.s.Ah! E antes de terminar só queria apontar um pequeno pormenor. Eu, filha de cabeleireira ficava chocadíssima com os preços de uma ida ao cabeleireiro! Impressionante, mesmo muito caro!

Blablabla #2

{#emotions_dlg.chucha}

 

Não sou mãe, mas discordo. Posso não ter muito a dizer sobre este tema, mas discordo. Posso até nunca vir a sentir, ou mesmo a sentir um dia, mas discordo.

À pouco tempo numa conversa disseram-me isto: “Não dá para explicar, nem o pai (da criança) irá um dia ter a ligação que eu tenho com a minha filha. Impossível! O que eu vivi durante os 9 meses de gravidez é uma ligação única que ele não poderá experimentar e uma ligação que ele nunca conseguirá ter com ela. Eu serei sempre mais próxima e compreenderei melhor o que ela sente e como ela é”.

E aqui está, embora ache que a verdade é que se cria realmente uma ligação de amor nascida de um modo diferente, ouvir dizer que é um ligação e tipo de afectividade com a criança que mais ninguém poderá sentir.... discordo. Mais uma vez, em minha defesa, não sou mestre na matéria (muito longe disso até), no entanto não acho que a ligação que a mãe tem com um filho durante os 9 meses de gravidez seja de todo “incomparável” ou “indestrutível” ou “insubstituível” a qualquer outra que ela poderá vir a desenvolver durante a sua vida. Falo sem ter experiência própria, e sem saber se a terei, mas continuo a discordar.