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jornada23

jornada23

É hora de chuva

Ó chuva que és tão …#!?%$# bela!{#emotions_dlg.annoyed}

 

.....Começou a chuva!

Nos últimos dois dias é que me apercebi que o Verão se tinha ido de vez. Primeiro, comecei a chegar a casa e já era de noite e hoje, voltei a calçar botas e levar um chapéu-de-chuva atrás de mim. Acho que tenho que me começar a habituar a este tempo já que em Londres a coisa vai ser pior!! Mas vá, sempre pode ser uma desculpa para fazer lá uma coleção de duas peças que adoro: botas e casacos! (o príncipe é que não vai achar piada nenhuma eheh).

Vem lá chuva, vem lá frio, prepara-nos para  o que vamos passar em terras de Sua Majestade.

O bilhete

Planear uma viagem de férias para outro país já de si é complicado. Planear uma ida, sem volta prevista, para outro país...ui! É dose!

Hoje falo dos bilhetes, porque desde que os tive na mão é que me apercebi ainda mais da realidade – a nossa viagem estava cada vez mais perto e a data de partida era agora real.

Para começar queria ter a certeza que tínhamos sítio onde ficar, e só ai nos poderíamos preocupar em que dia partir. Além do mais também tínhamos de fazer alguns cálculos, porque quanto mais tempo ficarmos cá mais dinheiro conseguimos juntar para nos assegurarmos uns tempos por lá.

Assim que tivemos mais ou menos uma certeza de que chegando lá não iríamos ficar na rua (ainda por cima em pleno Inverno!), começou a pesquisa online. Primeiro andei por sites de busca rápida, como a www.skyscannet.pt e a www.edreams.pt, depois apercebi-me que não havia muito por onde escolher ao preço que queria nem para o destino que pretendia. Acabei por me reduzir a quatro opções: Ryanar, TAP, EasyJet e British Airways.

A Ryanar foi a primeira a ser excluída: só parte do Porto e de Faro, e nós saímos de Lisboa. Os preços dos transportes até uma destas cidades não compensam o cansaço e o stress que nos ia causar toda a viagem, para além do misto de sentimentos que ainda irão estar presentes nesse dia.

Em seguida, British Airways. Já ouvi falar muito desta companhia (por bons motivos) e até me parece ser segura, no entanto os preços praticados são altos (76€ mais encargos que dizem ser cerca de 50€). Com 4 meses de antecedência pensei ter sorte, mas nada.

Fiquei entre duas companhias: TAP e EasyJet.

Já voei nas duas: TAP para Londres e Roma, Easyjet para Londres. Gostei de ambas. Escusado será dizer que na TAP temos muito mais “mordomias” e facilidades em termos de bagagem (pelo menos lembro-me vagamente), no entanto nunca tive problemas com nenhuma das duas.

Olhei para os prós e contras (tudo online) e decidi: EasyJet. Porquê? Preço muito mais barato 47€ cada viagem + 30€ por cada bagagem de porão! Pareceu-me que o total até ficaria em conta.

Corri (no dia seguinte) para o balcão da EasyJet no Aeroporto de Lisboa, Terminal 2 (eu especifico o terminal 2 porque foi um castigo encontrar o balcão da easyjet…só quando me cansei de andar às voltas é que usei a boca para perguntar e, finalmente descobrir que o balcão deles ficava no terminal 2 e não 1…inteligente!!). Chegando lá basicamente queria saber quais as vantagens de comprar online que, resumidamente e pelo que entendi, o preço da bagagem de porão seria 17€ e claro está, a compra era feita de um modo mais cómodo.

Cheguei a casa, entrei no site da easyjet (queria poupar aqueles 13€ de bagagem) e PUM! É necessário cartão de crédito para realizar compras online no site da EasyJet… (por momentos fiquei triste pela TAP estar tão cara, eles aceitam multibanco!)! Após o choque inicial lá perguntei aos membros da família se tinham cartão de crédito – nada! No site ainda explicam mais a frente que aceitam débito, desde que seja VISA, MASTERCARD e outro que não me recordo. No entanto, nem assim consegui comprar… (acho que me perdi nestas mordenices…não sei bem quando, mas parece-me que sim!)

Conclusão? Segunda-feira peguei nas minhas perninhas (e rezei para que durante o fim de semana as viagens não aumentassem o preço por um motivo inexplicável e absurdo) e dirigi-me novamente ao aeroporto. Fui curta, já só queria ver aquilo despachado – “Bom dia, quero duas viagens para Londres na segunda semana de Janeiro, pode-me ver o preço mais barato?” “Luton ou Gatwick?”  “Gatwick se faz favor”. Em menos de 10 minutos tinha os bilhetes na mão e um sorriso gigante na cara– simples!

Conselho? Planear a viagem com muita antecedência!!!! Ver as modalidades de pagamento nos sites e quais as vantagens de comprar online, quando possível verificar mais do que uma companhia aérea, ver os prós e contras de cada viagem (se o preço já inclui bagagem, seguro, etc), qual o aeroporto, a distância entre ele e o nosso destino, as horas do voo entre outras caraterísticas que nos pareçam importantes, mas comparar sempre, comparar é o melhor conselho.

No final de tudo até fiquei satisfeita, cansei-me um pouco, andei às voltinhas mas no fim o preço foi razoável, o atendimento foi excelente (é de salientar) e conseguiram fazer-me sorrir (mas isto já se esperava com os bilhetes na mão!). Ah, é importante salientar que quando liguei para o príncipe não parava de dizer “Amor, amor!!! Eu tenho os bilhetes” – com uma pronúncia tal e qual como a de uma menina de 4 anos que recebeu o brinquedo da sua vida.

 

"Se realmente vale a pena fazer uma coisa, vale a pena fazê-la a todo o custo."
(Chesterton)

Os outros e o meu amanhã

A viagem está marcada, em Janeiro partimos. Ano Novo Vida Nova como se diz!

 

Nestes últimos dias e, aproveitando o facto da enorme família agora ter motivos para estar mais vezes reunida, aproveito para falar sobre a nossa jornada para Londres (não vão as pessoas mais suscetíveis dizer que eu vou-me embora sem avisar com antecedência!).

Conclusão desta experiência? De enlouquecer!

Já tive a opinião de toda a gente, até hoje contei com cinco tipos de pessoas.

 

1. A pessoa que diz que é o melhor que tens a fazer porque neste país não há oportunidades e lista inúmeros motivos para te ires embora;

 

2. A pessoa que diz que não deves “abandonar” o país onde nasceste, foste criada e onde tens a tua família porque não há nada mais valioso do que o local onde estão as tuas “raízes”;

 

3. A pessoa que começa a contar as más experiências de outras pessoas que conheciam outras pessoas amigas de outras (e outras, e outras...), que saíram do país e que, em menos de um mês estavam de volta, que iam parar à rua com filhos para cuidar, que chegaram lá e viveram um inferno autêntico;

 

4. A pessoa que conta a maravilha de vida que uma amiga, amiga da amiga do amigo, colega, prima, tia, está a ter lá fora;

 

5. A pessoa tranquila, que dá a sua opinião em segundos, dá os parabéns pela mudança, por estares bem, perguntam quando partes e ficam felizes por ti.

 

Pois bem, tem sido tarefa complicada gerir certas personagens. Aprendi a ouvi-las, nunca se sabe até que ponto elas possam ter razão (umas mais que outras, admito) e no fim simplesmente sorrio e digo “Vai correr tudo bem”. E vai! Acredito que sim !!{#emotions_dlg.happy}

Jornada 23 - o início!

Ora aqui inciamos um novo capítiulo!

 

Este blog nasceu da necessidade em manter presente as várias fases, desabafos e acontecimentos de um casal português que parte para Inglaterra. Eu, a escritora da jornada 23, e ele, o príncipe.

 

Não sei qual será o destino deste blog, que tipo de conteúdo vai ter, é tudo uma incógnita! Todas as nossas vivências e experiências em mudar de país vão estar aqui, e será esta a maneira de podermos voltar atrás e observarmos tudo aquilo por que passámos.

 

Vai ser uma jornada emocionante, a jornada 23. Vai mudar as nossas vidas, de um modo ou de outro. Vamos fazer para que tudo corra bem e isso, acho eu, já vale muito! Estarmos motivados para viver esta nova vida é um passo gigantesco, temos a noção (ou não) do que vem ai e temos a noção que os primeiros tempos vão ser duros. Será um país totalmente diferente de Portugal, a língua, o clima, a comida, os hábitos, tudo muda. Mas se nos mantermos concentrados naquilo que queremos perseguir e atingir para nós, o desânimo é menos certo. E se continuarmos esta jornada a apoiarmo-nos tudo será mais fácil!

 

Vai custar. Quando partirmos vou levar metade de mim a sorrir – porque é isto que quero, com a pessoa que amo e que sei que será o melhor para nós neste momento – e outra metade a chorar – porque não podemos simplesmente negar que deixar tudo o que sempre conhecemos deixa saudade, causa medo, custa e dói cá dentro.

 

Dizem que a nossa terra é a nossa terra, não há comparação, também não há comparação entre Inglaterra e Portugal é a verdade. Cada qual tem a sua beleza, e cada qual tem os seus prós e contras. Vou estar a apostar muito nesta ida, mas iria ficar tão mais arrependida se não tivesse tido a coragem de fazer as malas com o príncipe e ir embora. Penso que o fato de estarmos mais do que motivados é algo, não? Pelo menos sabemos que é algo que desejamos imenso, e quando desejamos algo por norma lutamos para a conquistar.